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Saúde | Maconha Medicinal

Vamos começar explicando que este não é post de apologia as drogas.
Trata-se de um artigo que escrevi para trazer um pouco de informação sobre essa planta que tem ajudado centenas de pessoas mundo a fora.

A quantidade de crianças especiais que estão sendo ajudadas com o CANABIDIOL é imensa!

Semana passada (16/12), o Conselho Federal de Medicina legalizou a importação do medicamento composto por canabidiol para crianças e adolescentes que sofram de epilepsia e convulsões.

Neste último ano, o assunto foi muito discutido no Brasil. A legalização ou a descriminação do uso da maconha para uso medicinal e recreativo tem ocupado muitas mesas redondas e a pauta dos nossos políticos.

Apesar da decisão do conselho, a substância continua classificada na Anvisa, como medicação de uso proscrito, classificado na mesma linha que a cocaína, a heroína.
Quer dizer, o canabidiol só pode ser importada após entregar a receita, junto a outros documentos na ANVISA. Aí então é liberada uma autorização especial concedida pelo diretor da agência. O pedido leva em média uma semana para ser avaliado.

A receita só pode ser emitida por médicos neurologistas, psiquiatras e neuro cirurgiões e o seu uso deve ser exclusivo para menores de 18 anos.

Em janeiro a Anvisa prevê rediscutir a classificação da maconha para uo também do medicamento controlado, sendo necessário então somente duas vias do pedido.

"Sou um completo otimista. Tenho certeza de que eles serão sensíveis aos nossos argumentos. O grupo de pesquisa da USP de Ribeirão já se colocou à disposição da Agência. Estamos à disposição da Anvisa e da sociedade brasileira também. O canabidiol é uma substância que está presente na maconha e, isolado, pode ser uma medicação que traz benefícios para várias pessoas" afirma o psiquiatra José Alexandre Crippa, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto (SP), em entrevista ao G1.

As pesquisas sobre as propriedades terapêuticas da maconha em humanos, começaram oficialmente em 1982. Desde então, cada vez mais enfermidades apresentam melhora com o uso do seu composto.

Os tratamentos beneficiados vão desde uma simples acne até o câncer. Mals de Parkinson e Alzeimer diminuição de transtornos de sono, alivio de dor, diminuição de crises epilépticas, propriedades antioxidantes, efeitos anti-psicóticos com aplicações em tratamentos de esquizofrenia e até funções antidepressivas.

Segundo um documentário, produzido por cientistas e simpatizantes da causa, a maconha é a cura do câncer. Veja no vídeo abaixo. É realmente interessante.


Apesar do Brasil estar em processo de legalização, no país ainda não há autorização para produzir este medicamento. Isso faz com que o custo de importação do tratamento seja muito elevado variando na casa de $500 (dólares) para 25 dias.

Enquanto a nova meta ideal não é alcançada, a desburocratizar o acesso a esta medicação, muitas mães se sujeitam a comprar ilegalmente para que seus filhos possam ter uma qualidade de vida melhor.

Um caso que ficou bem conhecido no Brasil veio a público em Abril de 2014 foi o de uma menina de 5 anos, chamada Anny Fischer. Ela tem uma doença rara, a CDKL5. A menina já chegou a ter 80 convulsões por semana desde os seus 45 dias de vida.

Ano passado, os pais da menina resolveram importar clandestinamente o medicamento à base de canabidiol. Foi o único remédio que surtiu efeito. As crises de Anny diminuíram consideravelmente. chegando a passar semanas sem convulsões.

"A gente chegava perto da Anny, falava o nome dela e ela olhava a gente nos olhos. Isso não tem palavras. Vale qualquer sacrifício, qualquer esforço, você saber que ela voltou a te olhar nos olhos”, diz o pai Norberto Fischer.

Os pais de Any começaram, desde então, uma grande batalha a favor da legalização do canabidiol.
Depois de diversas brigas na justiça, a luta da família virou um documentário intitulado 'Ilegal - A vida não espera'. O vídeo foi lançado em outubro deste ano e narra a história de outras crianças com o mesmo objetivo que Anny.


No Brasil a USP de São Paulo e Ribeirão Preto já estão estudando as possibilidades de fabricação e se colocaram a disposição da Anvisa para um possível início de produção da substancia. O estudo foi publicado em outubro na revista "Journal of Psycopharmacology", da Associação Britânica de Farmacologia.

"Durante seis semanas, a equipe monitorou 21 pacientes com Parkinson, divididos em três grupos.
O primeiro recebeu 300 mg de canabidiol ao dia. O 2º 75 mg e o 3º placebo (sem nenhum princípio ativo). Para que não houvesse influência psicológica e sim um efeito farmacológico eficaz, nem os pacientes, nem mesmo os médicos tinham conhecimento sobre quem estava tomando qual cápsula.
Um terceiro integrante da pesquisa numerou as substâncias e os dados foram cruzados apenas no final, quando foi constatada melhora no quadro dos pacientes que ingeriram canabidiol na dose de 75 mg, e ainda melhor na dose de 300 mg. “O mais importante é que o medicamento não apresenta efeito colateral, ao contrário dos já utilizados”, afirma o coordenador da pesquisa." (Veja a reportagem na íntegra)


No site Saúde.Terra tem um material ilustrado chamado "Da obesidade a Depressão". É bem legal e mostra várias situações onde a maconha pode beneficiar o ser humano.

Para resumir, o CANABIDIOL (CBD) nada mais é do que UMA das 60 substancias que podem ser extraídas da Canabis sativa (nome cientifico da maconha). A canabis possue mais de 450 componentes que podem ser utilizados.

O canabidiol não possui efeito psicotrópico, ou seja,  você não vai ficar doidão se precisar usar. Quando a substância entra na corrente sanguínea, vai ao cérebro e acalma a atividade química e elétrica excessiva do órgão.
Só este ano, a Anvisa recebeu mais de 500 pedidos de importação da substância para pacientes enfermos e concedeu mais de 400.

Acredito que mediante tantos fatos não restam dúvidas do benefício desta substância.
Convido você a refletir sobre este assunto. Canabidiol e outros compostos da Canabis podem salvar vidas!



*imagens retiradas do google


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