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Mulher, a quem você pertence?





O que a mulher deve fazer? Como? Quando?

As pessoas tem discutido de que forma devemos amamentar, se merecemos ser estupradas, se podemos abortar, se devemos aguentar grito de marido ou não...
Até o tipo de roupa  que a gente deve usar é questionada!

Muita gente se agredindo nas redes, e muita gente achando que sabe o que achar sobre a vida dos outros.

Tenho visto pessoas falando coisas sem nexo e outras se ofendendo por não encontrarem concordância em suas opiniões.

Afinal de contas, a quem pertencemos?

Muitas polêmicas...

Estupro coletivo, vídeo feito por atores globais defendendo os direitos da mulher, foto de uma mulher amamentando enquanto pedalava e a foto ficou conhecida como #PobreFazendoPobrice...

Xiiii, e quando fala em aborto? A mulherada enlouquece!!!
Opiniões de vários tipos: politicas, religiosas, sociais..

Quando o assunto é amamentação... Gente... Fico chocada.
Muitas opiniões pessoais. Muitas coerentes e muitas distorcidas (na minha opinião).
Um ato que deveria gerar amor, gera tanto ódio entre as mulheres...
Eu mesma não consegui amamentar e ouvi absurdos!!!!
E antes que você também me julgue, eu já expliquei em outro post... 

Eu sei que posso estar perdendo dezenas de leitoras com esse artigo, mas o fato é:

Eu quero o direito de decidir sobre o meu corpo.
Eu já falei sobre esse ponto de vista em um post que falei sobre a obrigatoriedade do partograma em partos brasileiros.

Não, eu não defendo a cesária nem o aborto nem a amamentação artificial.
O que eu defendo é a liberdade individual !!!

Eu sou cristã, e não defendo o aborto.
Eu simplesmente acredito, como mulher cristã, que devemos respeitar a opinião de cada um, sem julgamentos.

Fico triste e decepcionada vendo mulheres julgando outras mulheres como se fossem super mulheres.
Nojento!

Eu aplaudo as pessoas que compreendem que por trás de um aborto existe uma mulher.
Uma mulher que pode ter sido violentada, ou abandonada, ou não possui estrutura para ter um filho.
Estrutura psicológica e estrutura social (casa, emprego, família, saúde...)

Eu costumo usar como exemplo algumas das crianças que eu costumo ajudar nas ações que eu realizo.
Algumas delas estão em orfanatos por terem sido abandonadas, agredidas ou coisa pior.
A maioria das mães eram usuárias de drogas, ou vivia em pobreza grave.

Leia bem: a maioria NÃO QUER DIZER todas!
Mas qual é o reflexo do aborto e do não aborto na sociedade e na vida individual de cada um?

Ontem eu li o comentário que é exatamente o que eu penso:
"A questão é que a mulher hoje que faz aborto é tratada como criminosa.
É uma discussão muito complexa e que hoje é tratada sob o viés da moral e ou como caso de polícia. Mas não é. É questão séria, de saúde pública."

Vou usar o parto novamente como exemplo:
Funciona ''mandar'' os hospitais fazerem partos humanizados sem antes humanizar os profissionais?
E se a mulher não quiser ter um parto vaginal?? Ela deve ser obrigada a ter um parto normal? Ou ser crucificada por não querer?

Ou outro assunto polêmico, mas na mesma linha de raciocínio:
Adianta obrigar a escola a receber uma criança especial se não der conhecimento, pedagogia, sensibilidade a estas instituições?

É tudo questão de saúde pública.

Até lei para permitir que uma mulher amamente existe!!
Gente, é absurdo demais!

Isso não deveria ser algo natural? Algo que nem deveria ser discutido?
Ou eu sou muito louca ou o mundo está muito louco. (acho que um pouco dos dois)

O fato é, não há mudança se não começarmos por nós mesmos.
Não acredito em "discursos panfletários" mas vivo me perguntando:
Quanto vale a minha opinião?

Eu preciso mesmo que todos tenham a mesma opinião que eu? O que vale pra mim vale pra você?

Eu gosto de dividir meu ponto de vista e conhecer novas ideias.
As vezes a minha ideia complementa a sua e vice versa. As vezes o seu ponto de vista faz eu mudar o meu... Isso que é rico no ser humano. O poder de compartilhar conhecimento.

Cada um tem a sua opinião, o seu ponto de vista e o seu corpo.
SIM! O seu corpo! "Meu corpo, minhas regras. Seu corpo suas regras."

As vezes damos um ''pitaco'' sobre um assunto que não temos um conhecimento profundo e acabamos falando besteira...

Eu li coisas do tipo: "Tem gente que usa a lei do estupro pra abortar sem ter sido estuprada"
Pera! Isso é corrupção! Deve ser tratado individualmente cada caso.

Dai vem o papo de que bolsa família sustenta vagabundo ou que se legalizar a maconha vai todo mundo virar marginal...Generalizar e usar o preconceito como regra.
 Coisas desse tipo me deixam enjoada!

Mas atualmente acabar com uma coisa porque tem gente que usa errado é mais fácil do que tentar fazer com que funcione certo. (tem vários exemplos por aí...)

Não misturemos as coisas!!
Cadê o olhar profundo sobre a mulher como ser? SER!

Mas sejamos francas. Qual a diferença que vai fazer na sua vida se a sua vizinha abortar?
Ou em que vai afetar a sua vida se a vizinha não abortar?
A sua consciência vai ficar mais tranquila. Mas e a vida dessa mulher, como fica?

Outra pergunta bem franca:
E o 'pai' que decidiu abortar a criança da sua vida e não criar o filho? Qual sua opinião sobre ele?

Se uma amiga sua for assedia na rua, qual seu primeiro pensamento?
"Será que ela estava com roupa justa?"

No meu mudo ideal ninguém deveria apontar o dedo pra ninguém.
Eu sei que meu pensamento é meio utópico, mas qual mãe não acredita em um mundo melhor?
O que eu gostaria mesmo é que o mundo entendesse que mulher é dona de si.

Eu acredito que eu não faria um aborto. Mas porque vou julgar, condenar e prender uma mulher que tenha feito isso, com ela mesma!! Já não basta o peso de ter que conviver com isso?

Vivemos em um mundo moderno onde as mulheres tem um papel importantíssimo na estrutura da sociedade em todas as áreas.
E mesmo assim continuamos discutindo assuntos que nem deveriam ser pautados.

Minha opinião sobre o aborto é que deve ser regulamentado e assistido de forma coerente.
Assim como todas as iniciativas do nosso país.

Acabamos de passar por um processo desgastante e humilhante, onde tiraram a primeira presidente mulher que o país teve.
Substituíram por um governo que não entende que a mulher é a nova chefe de família.
Que a mulher é que tem que ser priorizada para que o resto ande bem.

Saúde pública.

Acho que falei de mil coisas nesse post, mas eu comecei a escrever esse texto porque o que eu quero mesmo dizer é:
Mulher deve ser respeitada em primeiro lugar sempre!

E viva a liberdade de escolha!